Eu já citei por aqui que a introdução alimentar não foi um mar de rosas... na verdade foi bem estressante... Nem sempre - ou quase nunca - as minhas teorias favoritas funcionavam na prática, Joaquim comia pouco - ou quase nada - e eu ficava ansiosa. Mas o tempo foi passando e como sabiamente dizia a vó da minha prima, "o tempo cura queijo" (mineira, claro, rs...).
Não mudei os temperos, não mudei os ingredientes, não mudei a forma de fazer, não mudei a minha atitude (confesso... adoraria, mas não vou dizer que "aí eu desencanei e a coisa aconteceu"). E eis que uns três meses depois do primeiro quase-bocado o menino resolveu comer! Assim meio que da noite pro dia mesmo.
Bom, essa introdução é só pra dar um alento a alguma mãe que esteja passando pela fase chata que passei de filho-que-não-come. O que me deixava um pouco mais tranquila é que li que enquanto o nenê estiver mamando no peito a nutrição dele está garantida. Há controvérsias, mas eu preferi acreditar nisso a surtar de vez. Quem acalmou meu coraçãozinho foi o Carlos González no livro Comer, Amar, Mamar.
E agora que o meu comilão prestigia a comidinha da mamãe vou contar o que ele anda comendo. Serve também pra eu lembrar, já que escrevo porque tenho memória fraca!
Ah, vale ressaltar que antes de começarmos com os alimentos não-leite-de-mãe fizemos um curso de alimentação vegetariana para bebês e crianças com a Ana Ceregatti, que é nutricionista especialista em dietas vegetarianas e veganas e que me acompanhou na gestação. Eu sou vegetariana e o pai do Joaquim não, mas combinamos de manter uma dieta vegana para ele até um ano de idade e negociar a introdução das carnes "mais pra frente".
O combinado já furou porque resolvemos começar a dar ovos, por orientação da pediatra e também porque eu estava doida pra dar biscoito de polvilho, rs... (que ele adorou, diga-se de passagem! Mas não pense que é "biscoito de pacote". Só biscoito fino, feito pela vovó e pela tia Ju!).
Então vamos lá: no curso da Ana ela passou uma tabela muito legal, que separa os alimentos em 5 grupos, aí é só pegar um de cada grupo e montar o cardápio. Gostei tanto que anotei essa tabela na parede da cozinha e tem sido de grande ajuda!
Os grupos são os cereais, tubérculos, leguminosas, "legumes" (que compreende raízes, frutos e flores) e folhas. Não vou entrar em detalhes porque esse não é um material "aberto" e recomendo fortemente a consultoria da Ana, não só pra quem queira ter uma dieta vegetariana ou vegana, mas pra todos que se interessarem em ter uma boa alimentação.
Mas vou contar aqui as misturas que estão dando mais certo:
Arroz com feijão e cia.: arroz branco, feijão carioca, cará, abobrinha e escarola. Os feijões eu sempre cozinho em panela de pressão com alho e louro, o arroz eu não refogo nem coloco óleo, cará no vapor com azeite no prato, abobrinha no forno com ervas (tomilho, hortelã e manjericão), limão, azeite e tahine, escarola refogada com alho. Tudo sempre com pouco sal (a ideia no começo era não dar sal até um ano, mas a pediatra sugeriu que desse e vimos que o sal era uma forma do Joaquim se interessar mais pela comida...).
Creme de ervilha: ervilha seca cozida na pressão com alho e louro, depois acrescenta: quinua, batata, cenoura e escarola (é que tem bastante na horta, rs...). A quinua praticamente derrete, a escarola tem que ser bem picadinha e a batata e a cenoura amassadas no garfo formam um creminho delicioso.
Creme de abóbora: feijão azuki cozido, abóbora cabotchã, arroz cateto, inhame e, adivinha?, escarola! Isso aqui foi na verdade um aproveitamento do almoço, aí eu bati tudo no mixer e levei ao fogo com ervinhas (tomilho, alecrim, sávia e manjericão). Foi um sucesso!
Angu de milho diferente: angu é o primeiro prato favorito do Joaquim! Pra fazer é só bater os grãos de milho no liquidificador com o mínimo de água e coar. Numa panela, refogar um pouco de cebola no azeite e despejar o suco do milho. Fogo baixo e mexe até engrossar. Essa é a receita básica do angu, que pode levar cebolinha no final. Além dela eu coloquei couve bem picadinha (chega de escarola!). No prato amassei cenoura e mandioquinha, coloquei o angu por cima. Ainda misturei um pouco de tofu, que conta como feijão/leguminosa. O tofu estava temperado com gengibre e de resto só azeite. Exótico, gostoso e nutritivo.
Essas foram as misturas mais legais que fizemos até agora, mas a dupla arroz e feijão permite infinitos acompanhamentos e combinações. Tem também a lentilha, que ele adora. Ontem o Joaquim comeu brócolis direto com a mão! Ah, esse é um detalhe importante: ele fica louco de vontade de pegar a comida, então eu sempre procuro deixar algum ingrediente inteiro pra ele poder pegar e se divertir enquanto vamos dando os amassados de colherada.
Para as outras refeições, muita fruta, geralmente uma fruta sozinha, mas às vezes faço umas misturas também. Ele adora manga com banana (uma manga palmer + 2 bananas prata + bater no liquidificador. Fica divino). Banana é a rainha! Mas ele também gosta de mamão, abacate, pera, maçã, pêssego... Às vezes coloco um pouco de tahine ou flocos de quinua.
E os mingaus! De aveia, de farinha de arroz. Sem leite, claro! Faço com água, aprendi com a Carol, minha cunhada e guru na maternagem ;) pode incrementar com uma fruta (banana, maçã ou pera combinam super). Às vezes coloco uva passa, pra dar um docinho. Já temperei com canela em pau e com cardamomo, com ótima aceitação. E por falar em cardamomo, outro dia fiz um chuchu com curry! Pouquinho, é claro, mas meu pequeno Shiva aprovou (orgulho da mamãe!).
É uma delícia ir mostrando os aromas e sabores pro Joaquim. E ver ele comendo com as próprias mãozinhas também é muito legal! Faz uma baita sujeira, é claro, e confesso que tem hora que economizo na sujeira, ou porque estou cansada, ou porque tem que sair logo em seguida, ou porque ele acabou de tomar banho e está de pijama... mas se não prestar atenção, sempre vai ter um pretexto pra não deixar a criança se sujar comendo e isso é muito ruim, porque é uma privação dos sentidos pra ela. E os sentidos estão diretamente ligados com o prazer. E privar alguém do prazer é muito triste... Sem falar que é um ótimo exercício de coordenação motora. Enfim, se está na chuva é pra se molhar!
Outro dia li num blog um texto falando sobre maternidade e dizia "ninguém disse que seria fácil, mas todo mundo falou que seria maravilhoso!".
O Filho do Aralume é um espaço pequeno e acolhedor para falar, pensar e sentir a maternidade. Mas não pense que o papo é morno, ou cor de rosa, ou água com açúcar. É pra quem não compra pacote pronto, é pra quem leva a vida a sério!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A responsabilidade é do adulto
Faz um tempo que tenho notado em minhas pesquisas de campo uma certa atitude dos adultos em relação às crianças que me incomoda profundamente. É quando a criança faz alguma bobagem e o "adulto responsável" fala "eu avisei que não era pra fazer isso!".
Adulto cuidador (mesmo que seja cuidador só por alguns instantes, mas enquanto a criança estiver nas suas mãos você é o cuidador e o responsável por ela), preste atenção: criança é um ser naturalmente sem noção! O ser humano é um bicho muito estranho que precisa de cuidados intensivos por MUITOS anos. Quantos não sei... a antroposofia diria 14? 21? Não menos que isso, tenho certeza. A legislação brasileira não permite que crianças com menos de 12 anos sejam deixadas sozinhas. E não pode uma criança de 13 e uma menor de 12. Se tem uma menor de 12 tem que ter outra maior de 18 (e pra mim um ser humano com 18 anos ainda é uma criança, mas tudo bem, não vamos polemizar demais...).
O fato é que não basta "avisar", não basta explicar. Tem que pegar pela mão, ou no colo; tem que conferir se fez mesmo; tem que tirar da mão ou do alcance (um objeto perigoso, por exemplo).
Quem cuida de uma criança tem que estar presente com muita disposição. Não dá pra falar de longe "Zezinho, não puxa o rabo do cachorro". Tem que tomar uma atitude, prender o cachorro, prender o Zezinho (brincadeira!), enfim, o trato de crianças exige AÇÃO.
Por exemplo: não adianta mandar passar o protetor solar, tem que ir lá e passar. Ou então, se for uma criança maiorzinha, dá o protetor solar e fica junto até a criança passar. Não adianta falar "passa de novo daqui a duas horas". Tem que ficar de olho no relógio, no sol e na criança e ir lá passar de novo ou dar pra criança passar de novo. Ah, tá na água e não quer sair de jeito nenhum? Faz sair! E se não saiu e ficou queimada, ardendo de sol? Vai dizer "tá vendo, eu falei pra passar protetor solar!"? Não, vai dizer "desculpa Joãozinho, eu não consegui tirar você da água pra passar protetor, agora você tá ardendo e a culpa é minha".
Mas criança não tem que aprender a ter responsabilidades? Não tem que aprender que seus atos tem consequências? Não, criança tem que ser cuidada. Essas coisas ela vai aprender com o exemplo. Ela vai aprender que um adulto cuida dela com responsabilidade, ela vai aprender que os atos daquele adulto tem consequências.
A criança não tem maturidade emocional nem mental pra analisar consequências, pra fazer escolhas importantes (a criança exerce o poder de escolha dentre as opções que o adulto oferece pra ela). Um peso maior do que ela pode suportar vai machucar e pode deixar sequelas. É só imaginar isso no plano físico. Não dê um saco de cimento pra criança carregar! Às vezes um simples saco de arroz já é muito...
Existem muitos desafios para o adulto que cuida de uma ou várias crianças. Um deles é a disposição física de estar atento e usando corpo e a voz quase que o tempo todo. Outro é dar autonomia e liberdade pra criança, certificando-se de sua segurança. Não dá pra entrar numas de tudo "não pode". A criança está descobrindo o mundo! Cabe ao adulto acompanhá-la e ampará-la nessa maravilhosa jornada. Com amor, com carinho e com verdade.
Adulto cuidador (mesmo que seja cuidador só por alguns instantes, mas enquanto a criança estiver nas suas mãos você é o cuidador e o responsável por ela), preste atenção: criança é um ser naturalmente sem noção! O ser humano é um bicho muito estranho que precisa de cuidados intensivos por MUITOS anos. Quantos não sei... a antroposofia diria 14? 21? Não menos que isso, tenho certeza. A legislação brasileira não permite que crianças com menos de 12 anos sejam deixadas sozinhas. E não pode uma criança de 13 e uma menor de 12. Se tem uma menor de 12 tem que ter outra maior de 18 (e pra mim um ser humano com 18 anos ainda é uma criança, mas tudo bem, não vamos polemizar demais...).
O fato é que não basta "avisar", não basta explicar. Tem que pegar pela mão, ou no colo; tem que conferir se fez mesmo; tem que tirar da mão ou do alcance (um objeto perigoso, por exemplo).
Quem cuida de uma criança tem que estar presente com muita disposição. Não dá pra falar de longe "Zezinho, não puxa o rabo do cachorro". Tem que tomar uma atitude, prender o cachorro, prender o Zezinho (brincadeira!), enfim, o trato de crianças exige AÇÃO.
Por exemplo: não adianta mandar passar o protetor solar, tem que ir lá e passar. Ou então, se for uma criança maiorzinha, dá o protetor solar e fica junto até a criança passar. Não adianta falar "passa de novo daqui a duas horas". Tem que ficar de olho no relógio, no sol e na criança e ir lá passar de novo ou dar pra criança passar de novo. Ah, tá na água e não quer sair de jeito nenhum? Faz sair! E se não saiu e ficou queimada, ardendo de sol? Vai dizer "tá vendo, eu falei pra passar protetor solar!"? Não, vai dizer "desculpa Joãozinho, eu não consegui tirar você da água pra passar protetor, agora você tá ardendo e a culpa é minha".
Mas criança não tem que aprender a ter responsabilidades? Não tem que aprender que seus atos tem consequências? Não, criança tem que ser cuidada. Essas coisas ela vai aprender com o exemplo. Ela vai aprender que um adulto cuida dela com responsabilidade, ela vai aprender que os atos daquele adulto tem consequências.
A criança não tem maturidade emocional nem mental pra analisar consequências, pra fazer escolhas importantes (a criança exerce o poder de escolha dentre as opções que o adulto oferece pra ela). Um peso maior do que ela pode suportar vai machucar e pode deixar sequelas. É só imaginar isso no plano físico. Não dê um saco de cimento pra criança carregar! Às vezes um simples saco de arroz já é muito...
Existem muitos desafios para o adulto que cuida de uma ou várias crianças. Um deles é a disposição física de estar atento e usando corpo e a voz quase que o tempo todo. Outro é dar autonomia e liberdade pra criança, certificando-se de sua segurança. Não dá pra entrar numas de tudo "não pode". A criança está descobrindo o mundo! Cabe ao adulto acompanhá-la e ampará-la nessa maravilhosa jornada. Com amor, com carinho e com verdade.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Os desafios do primeiro ano
É impressionante a quantidade de desafios que a maternidade traz. Muitos, grandes e que mudam muito rápido. Generalizações são complicadas, mas essa eu arrisco: os desafios existem, eles são muitos, grandes e mudam muito rápido (quando você acha que "ficou craque", aquela já não é mais a pauta e você se vê diante de algo inteiramente novo, apavorantemente novo e deliciosamente novo!).
Fora isso não dá pra generalizar muito, pois cada díade mãe-filho, cada tríade mãe-pai-filho, cada família terá seus desafios. Mas dia desses, sem querer, me vieram à mente os principais desafios desse primeiro ano, que ainda não acabou, mas me arrisco a prever. Foram/são os meus desafios. Você que é mãe, se identifica? Quais foram/são os seus? Vamos a eles:
Primeiro trimestre - Amamentação
Esse, a meu ver, é o grande desafio das primeiras horas. Se a equipe obtém sucesso, passa a ser o desafio da primeira semana. Se o sucesso continua, é o desafio do primeiro mês. Se conseguimos passar do primeiro mês, imagino que já esteja bem instalada e não traga mais desafios, aí é só curtir!
O que eu gostaria de ressaltar nesse desafio é que, ao contrário dos outros e ao contrário do que se fala por aí, o "sucesso" não depende só da mãe. É fundamental que o momento do nascimento seja amparado por uma equipe que garanta sossego e espaço para que a amamentação ocorra; é importantíssimo que o bebê consiga sugar direito (é muito raro os que não conseguem, mas existe, e nesse caso, uma equipe bem preparada torna-se ainda mais importante); é vital que o pai, avós e outras pessoas próximas estejam dispostas a fazer o que for preciso para que a amamentação se instale e flua, e isso significa cuidar da casa, cuidar das contas, cuidar da comida, cuidar dos filhos maiores, cuidar dos animais de estimação...
Do ponto de vista da mãe, o que mais pegou pra mim foi o cansaço. Um cansaço físico e principalmente emocional. Estar disponível O-TEMPO-TODO não é fácil e imagino que seja justamente nessa hora que muitas mães acabam cedendo à mamadeira, tanto de leite materno quanto de fórmula. Pra mim a amamentação exclusiva até os 6 meses sempre foi uma meta, então assumi alguns sacrifícios, mas tenho total consciência de que o sucesso só foi alcançado graças ao trabalho em equipe (meta, sucesso, equipe... que termos corporativos! Mas para por aí, viu? Amamentar em livre demanda é a melhor coisa que existe. Se a gente está longe da nossa natureza, fique tranquila que o bebê não está e ele sabe exatamente do que precisa!).
Ah, se você está grávida e também quer amamentar de forma exclusiva até os 6 meses, além de ter boas conversas com o marido, sugiro NÃO COMPRAR mamadeiras, chupetas, bombinhas de tirar leite e coisas do tipo. Se for realmente necessário complementar a amamentação, uma corridinha em qualquer farmácia resolve, não vai ser por isso que seu filho vai passar fome. Mas se, por outro lado, no momento de desespero você tem uma mamadeira à mão, isso pode representar um caminho sem volta (o desespero passa, a tentação da mamadeira não...).
Ter com quem conversar também ajuda. E olho aberto no pediatra e suas curvas de crescimento, que podem ser superestimadas e desrespeitam o ritmo natural de ganho de peso do bebê, o que acaba por prejudicar a amamentação de forma irreversível.
Sobre isso indico dois textos do Blog do Cacá:
http://vilamamifera.com/blogdocaca/curvas-do-crescimento/
http://vilamamifera.com/blogdocaca/bebes-estao-sendo-superalimentados-com-leite-em-po-diz-oms/
Ah, se você está grávida e também quer amamentar de forma exclusiva até os 6 meses, além de ter boas conversas com o marido, sugiro NÃO COMPRAR mamadeiras, chupetas, bombinhas de tirar leite e coisas do tipo. Se for realmente necessário complementar a amamentação, uma corridinha em qualquer farmácia resolve, não vai ser por isso que seu filho vai passar fome. Mas se, por outro lado, no momento de desespero você tem uma mamadeira à mão, isso pode representar um caminho sem volta (o desespero passa, a tentação da mamadeira não...).
Ter com quem conversar também ajuda. E olho aberto no pediatra e suas curvas de crescimento, que podem ser superestimadas e desrespeitam o ritmo natural de ganho de peso do bebê, o que acaba por prejudicar a amamentação de forma irreversível.
Sobre isso indico dois textos do Blog do Cacá:
http://vilamamifera.com/blogdocaca/curvas-do-crescimento/
http://vilamamifera.com/blogdocaca/bebes-estao-sendo-superalimentados-com-leite-em-po-diz-oms/
Segundo trimestre - Voltar pro mundo
Olha, sinceramente, tive que pensar muito pra estabelecer um "desafio do segundo trimestre". Pra mim foi o melhor, foi o que eu mais curti até agora! As mamadas diminuem um pouco, dando um "respiro" pra mãe. Depois da maratona do começo dá até pra ficar com um certo tédio, rs... foi aí que comecei a usar fraldas de pano (com dois meses, na verdade) e fiquei craque no sling (depois de amamentação em livre demanda, wrap sling é a melhor coisa do mundo pra recém-nascido! Comecei a usar com um mês, mas deveria ter começado antes!). E foi nessa fase que a shantala também fluiu melhor (comecei com um mês, mas no comecinho é difícil ter brechas entre as mamadas, mas não muito perto da última mamada).
E conforme as coisas foram se encaixando, eu fui tentando voltar pro mundo, fazer algumas coisas que tinha deixado de lado desde que o nenê nasceu, como simplesmente sair de casa sozinha (sozinha com o bebê, claro, afinal de contas sempre fui xiita com a amamentação em livre demanda).
Aí a gente começa a ver que tudo mudou. Uma outra mãe-Carolina-que-escreve definiu brilhantemente: "nada retoma seu lugar, porque nem os lugares são os mesmos". Constatar isso não é fácil, mas eu diria que é essencial. Porque se a gente fica tentando encaixar as coisas, achando que as coisas devem ser encaixadas como eram, não vai dar certo. A gente sofre mais, o bebê sofre mais, o marido sofre mais.
É preciso se refazer. É preciso se permitir novos olhares.
E conforme as coisas foram se encaixando, eu fui tentando voltar pro mundo, fazer algumas coisas que tinha deixado de lado desde que o nenê nasceu, como simplesmente sair de casa sozinha (sozinha com o bebê, claro, afinal de contas sempre fui xiita com a amamentação em livre demanda).
Aí a gente começa a ver que tudo mudou. Uma outra mãe-Carolina-que-escreve definiu brilhantemente: "nada retoma seu lugar, porque nem os lugares são os mesmos". Constatar isso não é fácil, mas eu diria que é essencial. Porque se a gente fica tentando encaixar as coisas, achando que as coisas devem ser encaixadas como eram, não vai dar certo. A gente sofre mais, o bebê sofre mais, o marido sofre mais.
É preciso se refazer. É preciso se permitir novos olhares.
Terceiro trimestre - Introdução alimentar
Pronto, acabou a calmaria! Eu estava na lua-de-mel da maternagem e caí de para-quedas numa segunda-feira de escritório chato e estressante!
Eu tinha mil sonhos e expectativas com relação à introdução alimentar e isso só me atrapalhou. Li muito, li demais e fiquei maluca. Tem gente que fala pra começar com fruta, tem gente que fala pra começar com cereais, tem gente que fala pra passar na peneira, tem quem fale pra amassar com o garfo e tem ainda quem diga pra dar pedaços grandes que o nenê se vira (adorei esse, tentei, mas ele engasgou - algumas vezes - e eu quase morri).
É pra por sal, não é pra por sal. Pode isso, não pode aquilo. Eu queria dar só orgânicos, mas ao mesmo tempo queria variedade e não conseguia. Um saco.
Com o tempo fui relaxando, fui vendo o que ele gostava e fui desapegando das minhas expectativas. Vi que ele adora caldinho de feijão temperado com alho refogado e sal. Ok. Vi que ele adora uma papinha de liquidificador, daquelas bem pastosas, de mandioquinha "desorgânica", como diz um amigo. Ok. Já dei comida de restaurante porque no meio da correria não consegui levar a papinha dele, ele comeu e gostou. Ok. Nos dois eventos de febre que ele teve até agora ele ficou três dias sem querer comer NADA, só mamando. Ok (ok mais ou menos, porque eu fico sim preocupada e ansiosa quando ele não come!).
De forma geral, o que não abro mão: Joaquim não come nada de origem animal, ou seja, nenhum tipo de carne, nada de laticínio que não seja o da própria mãe, nada de ovo, nada de mel. Depois de um ano liberamos o ovo, em doses moderadas. O resto demora mais um pouquinho...
Nada também de coisas industrializadas que tenham corante, conservante, glutamato, éca! E açúcar, né?
Os episódios que alegraram o coração da mamãe natureba foi ver ele gostar de suco verde, de mingau de aveia, mingau de farinha de arroz integral, tapioca... e a coisa mais fofa do mundo é ele tomando chá :)
Mas de forma geral ele come muito pouco e gosta mesmo é de brincar com a colher! Oh céus, por que tudo vai pra boca, menos a comida?!?!
Eu tinha mil sonhos e expectativas com relação à introdução alimentar e isso só me atrapalhou. Li muito, li demais e fiquei maluca. Tem gente que fala pra começar com fruta, tem gente que fala pra começar com cereais, tem gente que fala pra passar na peneira, tem quem fale pra amassar com o garfo e tem ainda quem diga pra dar pedaços grandes que o nenê se vira (adorei esse, tentei, mas ele engasgou - algumas vezes - e eu quase morri).
É pra por sal, não é pra por sal. Pode isso, não pode aquilo. Eu queria dar só orgânicos, mas ao mesmo tempo queria variedade e não conseguia. Um saco.
Com o tempo fui relaxando, fui vendo o que ele gostava e fui desapegando das minhas expectativas. Vi que ele adora caldinho de feijão temperado com alho refogado e sal. Ok. Vi que ele adora uma papinha de liquidificador, daquelas bem pastosas, de mandioquinha "desorgânica", como diz um amigo. Ok. Já dei comida de restaurante porque no meio da correria não consegui levar a papinha dele, ele comeu e gostou. Ok. Nos dois eventos de febre que ele teve até agora ele ficou três dias sem querer comer NADA, só mamando. Ok (ok mais ou menos, porque eu fico sim preocupada e ansiosa quando ele não come!).
De forma geral, o que não abro mão: Joaquim não come nada de origem animal, ou seja, nenhum tipo de carne, nada de laticínio que não seja o da própria mãe, nada de ovo, nada de mel. Depois de um ano liberamos o ovo, em doses moderadas. O resto demora mais um pouquinho...
Nada também de coisas industrializadas que tenham corante, conservante, glutamato, éca! E açúcar, né?
Os episódios que alegraram o coração da mamãe natureba foi ver ele gostar de suco verde, de mingau de aveia, mingau de farinha de arroz integral, tapioca... e a coisa mais fofa do mundo é ele tomando chá :)
Mas de forma geral ele come muito pouco e gosta mesmo é de brincar com a colher! Oh céus, por que tudo vai pra boca, menos a comida?!?!
Quarto trimestre - Equilibrar segurança e liberdade
Um pouco antes de completar 9 meses o Joaquim começou a engatinhar. Aí começam os tombos, ai que dó! E tem a parte de catar tudo e colocar na boca, então fico doida pra não ficar nada pequeno pelo chão ou ao alcance, porque tenho pâ-ni-co de afogamento. Tem também as coisas que não oferecem risco pra ele, mas ele que oferece risco pra coisa (os discos de vinil do papai, por exemplo, rs...). Então a gente tem que rever a organização da casa, a gente tem que aprender a falar não, ou, mais importante, aprender como falar não.
Por outro lado, não tem coisa mais emocionante do que ver a admiração dele pelas coisas novas. Não dá pra ficar podando! Ele está descobrindo o mundo, que mundo eu quero que ele descubra? O do "não pode"? O do "é perigoso"? O do "não quebra"? O do "é sujo"?
Nessa etapa acho que o mais importante é adaptar a casa para o bebê. Tirar do alcance as coisas perigosas e/ou que podem ser estragadas e colocar no alcance coisas interessantes e seguras, que não sejam só os brinquedinhos.
Estou começando, qualquer hora eu volto aqui pra contar como estamos indo!
Por outro lado, não tem coisa mais emocionante do que ver a admiração dele pelas coisas novas. Não dá pra ficar podando! Ele está descobrindo o mundo, que mundo eu quero que ele descubra? O do "não pode"? O do "é perigoso"? O do "não quebra"? O do "é sujo"?
Nessa etapa acho que o mais importante é adaptar a casa para o bebê. Tirar do alcance as coisas perigosas e/ou que podem ser estragadas e colocar no alcance coisas interessantes e seguras, que não sejam só os brinquedinhos.
Estou começando, qualquer hora eu volto aqui pra contar como estamos indo!
sábado, 14 de dezembro de 2013
Joaquim, você está engatinhando!!! Que alegria, que coisa mais fofa! Você vai ganhando cada vez mais espaço nessa casa, que vai se transformando pra te acomodar... desde a barriga e cada vez mais, cada vez mais rápido. E eu adoro essa constante mudança, essa renovação permanente que não deixa a poeira acumular e não dá sossego pras aranhas :)
Ao mesmo tempo, conforme você ganha o mundo, os perigos também se avolumam. Tem hora que eu acho o mundo extremamente hostil e perigoso, eu tenho medo que você se machuque. Você começou a comer e engasgou algumas vezes, meu coração quase parou! Aí começam os tombos, aquele seu chorinho rouco e sentido que me corta o coração.
Estou fazendo o máximo que posso pra te proporcionar segurança e liberdade. Às vezes me sinto sendo puxada pelos dois braços em direções opostas, parece que vou ser rasgada ao meio!
Mas você vale a pena! Seu sorriso vale a pena, sua gargalhada vale a pena e ver sua alegria diante das suas conquistas vale a pena!
Filho, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa, esse companheiro tão gostoso.
Ao mesmo tempo, conforme você ganha o mundo, os perigos também se avolumam. Tem hora que eu acho o mundo extremamente hostil e perigoso, eu tenho medo que você se machuque. Você começou a comer e engasgou algumas vezes, meu coração quase parou! Aí começam os tombos, aquele seu chorinho rouco e sentido que me corta o coração.
Estou fazendo o máximo que posso pra te proporcionar segurança e liberdade. Às vezes me sinto sendo puxada pelos dois braços em direções opostas, parece que vou ser rasgada ao meio!
Mas você vale a pena! Seu sorriso vale a pena, sua gargalhada vale a pena e ver sua alegria diante das suas conquistas vale a pena!
Filho, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa, esse companheiro tão gostoso.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Comidinhas para depois do amor
Essa aqui é da série "conselhos de veterana para novatos".
Dia desses foi centenário de Vinícius de Morais e dei uma olhadinha no blog do Xico Sá, que jamais deixaria a data passar em branco. Ele fez uma lista de 10 lições de amor que o poeta nos deixou e uma delas me chamou a atenção:
Para viver um grande amor é bom compreender que “conta ponto saber fazer coisinhas, ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, filés com fritas, comidinhas para depois do amor”.
Fiquei lembrando do começo do namoro, as comidinhas que o Paulo Cesar preparava. Dois miojos (envelopinho do tempero devidamente encaminhado para o lixo), uma cebola, algumas azeitonas, duas ou três folhas de manjericão, um pouquinho de queijo e dez minutos depois um macarrãozinho charmoso e apetitoso! Omeletes, sanduíches incrementados, risotos, macarrões "de verdade" com os mais variados acompanhamentos. Até a pizza congelada ganhava um toque personalizado com cebola, pimentão, azeitona, aquele restinho de gorgonzola.
Com o tempo e a "expansão da consciência" alguns ingredientes foram deixados de lado, como o miojo (que mesmo sem o tempero não é lá a coisa mais saudável do mundo) e a pizza congelada; as comidinhas viraram "comidonas", cada vez mais elaboradas e completas, para antes e depois do amor.
Aí chegou o Joaquim e agora eu vejo como é de fundamental importância saber fazer "comidinhas para depois do amor" para viver um grande amor! Enquanto eu amamento, o Paulo Cesar cozinha. E cozinha maravilhosamente, deliciosamente. Com alguma bagunça, é verdade, mas ele se encarrega inclusive de providenciar uma ajudante do lar pra dar conta da pia no dia seguinte.
Esse tipo de coisa, aparentemente banal, é a glória para uma recém-mãe. A gente está tão empenhada em cuidar, que é vital que alguém cuide da gente (e da casa).
Portanto, moças, fica a dica: ao traçar o perfil dos candidatos a pais dos seus filhos, incluam a habilidade de fazer comidinhas para depois do amor (e vão treinando desde já!). Se o rapaz não é lá muito habilidoso, tenha paciência e deixe-o à vontade, incentive-o.
E moços, claro: façam comidinhas para depois do amor para suas amadas! Deixem de lado essa de "ela cozinha, eu lavo a louça", ou então "um dia ela cozinha, outro eu pago o jantar".
Mão na massa, pessoal! Acreditem, o treino vale a pena!
Dia desses foi centenário de Vinícius de Morais e dei uma olhadinha no blog do Xico Sá, que jamais deixaria a data passar em branco. Ele fez uma lista de 10 lições de amor que o poeta nos deixou e uma delas me chamou a atenção:
Para viver um grande amor é bom compreender que “conta ponto saber fazer coisinhas, ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, filés com fritas, comidinhas para depois do amor”.
Fiquei lembrando do começo do namoro, as comidinhas que o Paulo Cesar preparava. Dois miojos (envelopinho do tempero devidamente encaminhado para o lixo), uma cebola, algumas azeitonas, duas ou três folhas de manjericão, um pouquinho de queijo e dez minutos depois um macarrãozinho charmoso e apetitoso! Omeletes, sanduíches incrementados, risotos, macarrões "de verdade" com os mais variados acompanhamentos. Até a pizza congelada ganhava um toque personalizado com cebola, pimentão, azeitona, aquele restinho de gorgonzola.
Com o tempo e a "expansão da consciência" alguns ingredientes foram deixados de lado, como o miojo (que mesmo sem o tempero não é lá a coisa mais saudável do mundo) e a pizza congelada; as comidinhas viraram "comidonas", cada vez mais elaboradas e completas, para antes e depois do amor.
Aí chegou o Joaquim e agora eu vejo como é de fundamental importância saber fazer "comidinhas para depois do amor" para viver um grande amor! Enquanto eu amamento, o Paulo Cesar cozinha. E cozinha maravilhosamente, deliciosamente. Com alguma bagunça, é verdade, mas ele se encarrega inclusive de providenciar uma ajudante do lar pra dar conta da pia no dia seguinte.
Esse tipo de coisa, aparentemente banal, é a glória para uma recém-mãe. A gente está tão empenhada em cuidar, que é vital que alguém cuide da gente (e da casa).
Portanto, moças, fica a dica: ao traçar o perfil dos candidatos a pais dos seus filhos, incluam a habilidade de fazer comidinhas para depois do amor (e vão treinando desde já!). Se o rapaz não é lá muito habilidoso, tenha paciência e deixe-o à vontade, incentive-o.
E moços, claro: façam comidinhas para depois do amor para suas amadas! Deixem de lado essa de "ela cozinha, eu lavo a louça", ou então "um dia ela cozinha, outro eu pago o jantar".
Mão na massa, pessoal! Acreditem, o treino vale a pena!
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Receita caseira para tratar assadura
O Joaquim nunca foi de ter assadura. Conheci a pomada de calêndula da Weleda com a minha cunhada e coloquei no enxoval. A pediatra A (não vou citar nomes, rs...) recomendou pra não usar em toda troca de fralda, pra não deixar a pele "mal acostumada" (?), então a gente só usava quando via algum vermelhinho suspeito e realmente não tivemos maiores problemas.
Outros fatores ajudaram a não ter assaduras: amamentação exclusiva até 6 meses; ausência de dentes (parece que quando os dentes começam a nascer muda a acidez de xixi e cocô); fraldas de pano desde os dois meses (dizem que o gel das fraldas descartáveis "chupa" a umidade natural da pele).
Até que surgiu uma assadura mais resistente, que não foi embora só com a pomada de calêndula. A pediatra B examinou, disse que era fúngica e recomendou a pomada Dermodex Tratamento. Usamos, deu uma melhorada, mas logo voltou e ainda apareceu em dois outros lugares.
Nesse meio tempo fomos no pediatra C (sim, sou meio maluca) e ele falou que não estava mais com cara de fungo e que provavelmente a Dermodex tinha resolvido essa parte, mas acabou desencadeando uma reação alérgica - coisa típica do "remédio do homem branco". Perguntei se seria o caso de ferver as fraldas de pano, mas ele disse que não, pois estava com cara de alergia mesmo. Disse ainda que era uma assadura típica de quando o bebê começa a sentar, pois tem mais atrito nessa região.
A recomendação foi trocar o sabão de lavar as fraldas (usava o Ola pra roupas delicadas, mas ele disse que esse sabão tem dado alergia e que o melhor seria usar aquelas bolas de lavar roupa - Eco bola, pra quem não conhece. Ainda não comprei e enquanto isso estou usando o sabão de coco Urca líquido). Recomendou também deixá-lo sem fralda sempre que possível.
Fiz isso, mas não adiantou muito (pelo menos não piorou). Aí lembramos de uma receitinha que uns amigos passaram. Eles tiveram bastante problema de assadura com o filhote, tentaram várias coisas e a única que resolveu foi Maizena. Dito e feito!
A receita deles foi misturar Maizena com um pouquinho de óleo de amêndoa. Fica uma pomadinha bem gostosa e é impressionante como resolve rápido! Em dois dias já tinha quase sumido e em quatro dias tem só um pequeno vestígio!
Vale lembrar que é bom ler o rótulo do óleo de amêndoa pra ver se não tem perfume ou outra porcaria. O que temos é daqueles baratinhos que tem em qualquer farmácia. Não sei se funciona com outro óleo, mas acho que o de calêndula deve ser bom também (o da Weleda é ótimo a caríssimo...).
Outros fatores ajudaram a não ter assaduras: amamentação exclusiva até 6 meses; ausência de dentes (parece que quando os dentes começam a nascer muda a acidez de xixi e cocô); fraldas de pano desde os dois meses (dizem que o gel das fraldas descartáveis "chupa" a umidade natural da pele).
Até que surgiu uma assadura mais resistente, que não foi embora só com a pomada de calêndula. A pediatra B examinou, disse que era fúngica e recomendou a pomada Dermodex Tratamento. Usamos, deu uma melhorada, mas logo voltou e ainda apareceu em dois outros lugares.
Nesse meio tempo fomos no pediatra C (sim, sou meio maluca) e ele falou que não estava mais com cara de fungo e que provavelmente a Dermodex tinha resolvido essa parte, mas acabou desencadeando uma reação alérgica - coisa típica do "remédio do homem branco". Perguntei se seria o caso de ferver as fraldas de pano, mas ele disse que não, pois estava com cara de alergia mesmo. Disse ainda que era uma assadura típica de quando o bebê começa a sentar, pois tem mais atrito nessa região.
A recomendação foi trocar o sabão de lavar as fraldas (usava o Ola pra roupas delicadas, mas ele disse que esse sabão tem dado alergia e que o melhor seria usar aquelas bolas de lavar roupa - Eco bola, pra quem não conhece. Ainda não comprei e enquanto isso estou usando o sabão de coco Urca líquido). Recomendou também deixá-lo sem fralda sempre que possível.
Fiz isso, mas não adiantou muito (pelo menos não piorou). Aí lembramos de uma receitinha que uns amigos passaram. Eles tiveram bastante problema de assadura com o filhote, tentaram várias coisas e a única que resolveu foi Maizena. Dito e feito!
A receita deles foi misturar Maizena com um pouquinho de óleo de amêndoa. Fica uma pomadinha bem gostosa e é impressionante como resolve rápido! Em dois dias já tinha quase sumido e em quatro dias tem só um pequeno vestígio!
Vale lembrar que é bom ler o rótulo do óleo de amêndoa pra ver se não tem perfume ou outra porcaria. O que temos é daqueles baratinhos que tem em qualquer farmácia. Não sei se funciona com outro óleo, mas acho que o de calêndula deve ser bom também (o da Weleda é ótimo a caríssimo...).
Homem também chora
Eu sempre me vi como mãe de menino. Como nunca tive muita paciência pra fru-frus, ficava com receio de ter uma menina e não saber lidar com os rosas, babados, princesas e cia. Bobagem, eu sei, mas, enfim, cá estou como mãe de menino.
Eu só não pensava nos desafios que a criação de menino traz. São tão óbvios quanto menina brincar de Barbie, mas eu não tinha pensado sobre o assunto até me deparar com uma cena que me entristeceu bastante.
Um menino de seis anos choraminga porque não sabe onde está o seu brinquedo - um másculo bonequinho do homem-aranha - e a mãe desdenha "olha Carol, ele tá falando que nem menininha. Fala que nem homem!", engrossando a voz nessa última parte.
Se fosse uma menina choramingando porque não sabe onde está a Poly alguém mandaria ela "falar que nem mulher"? Duvido.
Criança choramingando enche o saco mesmo. Tem hora que tudo que eles pedem é resmungando, é fazendo drama. Concordo que o adulto deva investigar o motivo da manha, deva ensinar que não precisa pedir chorando; pode até mandar um "fala direito, menin@!", mas é injusto direcionar essa educação com base em gênero.
Criança é criança. Tem suas manhas, precisa de colo, de aconchego, de dengo (e, sejamos sinceros, que adulto não precisa?).
O menino vai aprender a ser homem de acordo com os exemplos que ele tiver. Vale a pena dar o exemplo de que "homem não chora"? De que "homem não demonstra sentimento"? De que "homem tem que ser sempre durão"? Lembrando que aprender a ser homem ou aprender a ser mulher não tem a ver com a orientação sexual. Não falta homem hétero bunda mole e tenho amigos gays que são muito machos.
Se o menino é gay (ou vai ser, não sei como isso funciona...), é outra história. Se os pais e demais familiares tem medo de ter um menino gay, é outríssima história. Mas tenho claro como as águas do Tapajós que esse direcionamento não tem nada a ver com choramingos de criança e com colinho de mamãe.
Além do que, menino não tem que falar que nem homem. Menino tem que falar que nem menino, oras bolas!
Eu só não pensava nos desafios que a criação de menino traz. São tão óbvios quanto menina brincar de Barbie, mas eu não tinha pensado sobre o assunto até me deparar com uma cena que me entristeceu bastante.
Um menino de seis anos choraminga porque não sabe onde está o seu brinquedo - um másculo bonequinho do homem-aranha - e a mãe desdenha "olha Carol, ele tá falando que nem menininha. Fala que nem homem!", engrossando a voz nessa última parte.
Se fosse uma menina choramingando porque não sabe onde está a Poly alguém mandaria ela "falar que nem mulher"? Duvido.
Criança choramingando enche o saco mesmo. Tem hora que tudo que eles pedem é resmungando, é fazendo drama. Concordo que o adulto deva investigar o motivo da manha, deva ensinar que não precisa pedir chorando; pode até mandar um "fala direito, menin@!", mas é injusto direcionar essa educação com base em gênero.
Criança é criança. Tem suas manhas, precisa de colo, de aconchego, de dengo (e, sejamos sinceros, que adulto não precisa?).
O menino vai aprender a ser homem de acordo com os exemplos que ele tiver. Vale a pena dar o exemplo de que "homem não chora"? De que "homem não demonstra sentimento"? De que "homem tem que ser sempre durão"? Lembrando que aprender a ser homem ou aprender a ser mulher não tem a ver com a orientação sexual. Não falta homem hétero bunda mole e tenho amigos gays que são muito machos.
Se o menino é gay (ou vai ser, não sei como isso funciona...), é outra história. Se os pais e demais familiares tem medo de ter um menino gay, é outríssima história. Mas tenho claro como as águas do Tapajós que esse direcionamento não tem nada a ver com choramingos de criança e com colinho de mamãe.
Além do que, menino não tem que falar que nem homem. Menino tem que falar que nem menino, oras bolas!
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