sexta-feira, 2 de outubro de 2015

mas é um simples futebol!


Esses dias levei o Joaquim pra ver um treino de futebol (faz parte da minha atenção pra proporcionar "televisão ao vivo", mas isso é outra história...).

Durante os poucos minutos que ficamos lá (lembrar disso quando for escrever sobre televisão ao vivo) dois garotos me chamaram a atenção. Eles não corriam, interagiam muito pouco com a bola e com os colegas, o professor nunca direcionava suas orientações a eles. Não tem jeito, as minorias, os que "fogem aos padrões", chamam a minha atenção e foquei nesses dois garotos.

Por que eles tinham ações tão diferentes dos demais?  Eu comecei a ver inclusive uma tensão nesses meninos, uma solidão, aquilo foi me dando um aperto.

Como fazer pra que eles interagissem mais? Como cuidar pra que um simples futebol seja mais inclusivo? O que faltava àquele professor que ele não enxergava o que eu enxergava ou, se enxergava, porque ele não fazia nada?

A resposta é, a princípio, muito simples: esses dois garotos eram os goleiros!

E aí, quem topa um futebol sem goleiro?!



domingo, 27 de setembro de 2015

Joaquim, você cresceu! Vem crescendo, claro, desde que nasceu, mas de uns dias pra cá você cresceu tanto, virou "menino grande". Dispensou o cadeirão e come na cadeira normal; anda fazendo xixi na terra e já estreou a privadinha.

Tem um andar decidido, principalmente quando tem outras crianças por perto. Se forem meninos grandes então, você parece um bad boy, com gingado e tudo!

Fico muito feliz com essa evolução toda, mas de repente percebo que você quase não fica mais no meu colo... então aproveito quando você dorme. Te abraço e faço carinho à vontade. E aproveito cada segundo do caminho entre o carro e sua cama, quando você chega em casa dormindo. Você pesadão no meu colo, todo largado... ai que saudade!!!

Te amo demais moleque!

Por quê?!?!

Ou melhor, "Pu quê?!"

Joaquim mergulhou de cabeça e está nadando de braçada na famosa fase dos porquês. TU-DO que a gente fala ele emenda num "Pu quê?!".

Tenho feito um delicioso exercício de presença ao ouvir seus questionamentos e não tenho a menor vontade de falar "Porque sim" ou "Porque não". Na grande maioria das vezes eu devolvo a pergunta (outro dia o Paulo Cesar disse que leu num livro do Osho que uma pergunta respondida é uma pobreza - ou algo assim, não me recordo das palavras exatas).

Então quando eu o chamo pra tomar banho e ele pergunta "pu quê?!" eu respondo "Por que será que a gente precisa tomar banho?". Eu não espero uma resposta dele. Em muitos casos ele fica quieto, vai fazer outra coisa, meio que matutando sobre a minha resposta-pergunta. Outras vezes ele insiste: "Pu quê?!". Algumas vezes eu dou continuidade, meio que respondendo, meio que perguntando, tentando não explicar, mas geralmente é inevitável. De qualquer forma, tento não bombardear a cabeça dele com grandes explicações e a coisa logo se resolve.

Às vezes solto um convincente "não sei" e é infalível. Desde que seja honesto, claro. Me sinto tão leve assumindo um "não sei"! O que não tem nada a ver com porque sim/porque não,  sinta a diferença.

Embora eu me canse um pouco, acho divertido e tenho conseguido não responder com impaciência. Na verdade uso essas insistentes interrogações pra checar em mim meus porquês mais profundos.

Por isso as respostas que mais tenho gostado de dar são:

"Porque eu gosto"
"Porque estou com vontade"
"Porque alegra meu coração" (essa eu uso em situações escolhidas a dedo. Não quero banalizar o coração, rs...)

Uso essas respostas na terceira pessoa também. "Pu que o papai foi tabalhá?!". Nada dessa coisa de ganhar dinheiro, não consigo. Ele foi porque gosta! E pronto, não precisa de mais explicação (não porque eu não queira dar, mas simplesmente porque o "pu quê?!" não surge desse tipo de resposta).

Tenho aprendido assim a valorizar meus gostos, minhas vontades e meu coração - e os dos outros também. E quando estou em dúvida sobre alguma decisão, ouço aquela vozinha doce me perguntando "pu quê?!" e então só vou em frente se for por gosto, por vontade ou por alegrar meu coração.

Cada vez mais tenho sentido como as obrigações são inúteis e doloridas e tenho sentido vislumbres maravilhosos de liberdade. Mas isso é assunto pra outro texto...


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quem ama cuida

Esses dias eu estava prestando atenção numas letras de músicas infantis de um CD com temática ambiental. No começo achei bonitinho, engraçado, mas logo veio aquele cutucão, aquele impulso interno que não me abandona e que não me deixa levar nada - ou quase nada - superficialmente.

Aquelas letras eram simplesmente apavorantes!

Pinguins preocupados com suas geleiras derretendo; o nível do mar vai aumentar tanto que vai transbordar. E a mensagem: "por isso é importante a gente preservar", aconselhando que não devemos queimar as florestas nem jogar lixo no chão e devemos cuidar dos animais. Desculpa pessoal, sei que a intenção é das melhores, mas ta tudo desencontrado...

Aí tem outra que fala do lobo guará: "se não cuidar, pode se acabar". Gente, socorro! Eu quase chorei ouvindo essa música e lembrando do lobo guará, com aquelas pernonas compridas e cara de bonzinho. Me fala, pelamordedeus, como é que eu cuido do lobo guará?!?! "Preservar a Mata Atlântica e o Cerrado, denunciar desmatamentos e queimadas, monocultura também não está com nada". Como é que uma criança faz isso? Você pode até falar que a criança vai falar pro pai fazer, mas será que adianta? Será que é esse o caminho?

Tenho impressão que com essas mensagens, na melhor das hipóteses, a criança não vai entender nada... mas se entender vai ficar apavorada! Consciente ou inconscientemente...

Ando às voltas com a educação de forma geral, e agora chegou a vez de olhar pra educação ambiental, essa vertente que tanto me atraiu na faculdade de engenharia florestal, mas que nunca consegui aplicar nem aprofundar.

Essa reflexão me lembrou de algumas orientações antroposóficas sobre como apresentar o mundo pras crianças e acho que a educação ambiental seria muito feliz se se baseasse em três metas muito simples. Nos primeiros 7 anos a mensagem deve ser "o mundo é bom". A criança pequena precisa se sentir segura, precisa ter conforto, precisa de coisas de qualidade (comida, roupas, brinquedos, músicas... e por qualidade entenda-se "quanto mais natural melhor"). Enfim, em cada gesto, em cada objeto, a criança deve receber essa sensação de que o mundo é bom! Nessa fase, pros educadores ambientais (e pais) eu sugeriria incursões cautelosas à natureza. Prezando sempre pelo conforto, nada de perrengues nem coisas radicais. Passeios que transmitam a mensagem "é BOM estar na natureza". Experimentar frutas gostosas, colhidas no pé... sentir o frescor da água num dia quente, sentir o calor do sol num dia frio, brincar com texturas (areia, terra, folhas secas...).

Entre os 7 e os 14 anos a mensagem é que "o mundo é belo". Aqui, em termos de educação ambiental da pra nadar de braçada! Desde pequenas flores no jardim até pores do sol arrebatadores, mesmo que exijam alguma caminhada. Paisagens naturais em geral. Não é difícil encontrar o belo na natureza.

Dos 14 aos 21 anos a mensagem é que "o mundo é justo". Devo dizer que ainda não li esse capítulo, então se você está lidando com "crianças" dessa fase, corra e me conte!

E agora me fale: quando a gente apresenta pra uma criança, até mesmo pra um adolescente, que animais estão ameaçados de extinção?! Que águas estão poluídas? Aquecimento global? Isso é bom? É bonito? É justo?!

Assim como na minha reflexão sobre a escassez de água, volto a insistir que esse é um problema nosso, não deles. A educação ambiental deveria se concentrar em mostrar as belezas da natureza. E ponto! Quem ama cuida!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Essa sua calma me irrita!!!

Certamente você já se viu nessa situação: por algum motivo ficou muito bravo, muito irritado, elevou o tom de voz, marinando isso tudo em lágrimas, enquanto o espectador da cena mantinha-se impassível, ousando até a pedir calma, coisa que agravava ainda mais o quadro e invariavelmente fazia o vulcão explodir de vez. Como assim pedir calma?!?! Ou a pessoa não entendeu a gravidade da situação, ou tá tirando com a minha cara!

Pois é exatamente isso o que acontece quando uma criança pequena faz birra e a gente tenta acalmá-la... a teoria não é minha, mas do Dr. Harvey Karp, autor dos livros/DVDs "O bebê mais feliz do pedaço" e "A criança mais feliz do pedaço", cujos quais recomendo fortemente!!!

Pra mim foi mais fácil aplicar as teorias relacionadas a bebês, especialmente recém nascidos. As teorias pra crianças pequenas me pareceram um tanto quanto teatrais e não me considero boa atriz... mas esses dias baixou uma Fernanda Torres aqui e consegui entrar na cena do Joaquim. Foi INACREDITÁVEL!!!

Cena 1: Joaquim assistindo videos de tratores no you tube, pelo tablet, amarradão (sim, de vez em quando ele assiste, também sou humana!)
Cena 2: acaba a bateria do tablet e a mamãe calmamente explica que precisa ficar na tomada carregando e consequentemente não dava mais pra assistir (fora isso ele já tinha ficado uns 20 minutos e foi minha deixa pra encerrar de vez a sessão junk do dia)
Cena 3: adivinha?! Berros, sapateados, criança deitada no chão batendo mãos e pés e gritando. Isso mesmo, um clássico!
Cena 4: mamãe tenta explicar que precisa carregar e não dá pra assistir, blablabla. Óbvio que só piora...
Cena 5: eis que entra a Fernanda Torres (adoro! e dizem que sou parecida com ela, rs...) e começa a falar um pouco alto, um pouco rápido, muito preocupada, com olhos arregalados. Repetindo o que tinha acontecido: ah não, acabou a bateriiiiiiiia!!! Poxa vida, agora precisa carregaaaaaaar!!! E agora, e agora?!
Cena 5: Joaquim soluçando, olhos arregalados, prestando total atenção no que eu estava falando e aos poucos se acalmando.
Cena 6: muda-se o cenário, apresenta-se um brinquedo esquecido e o tablet ficou pra trás... paz. Simples assim!

Dizem que funciona entre adultos também...


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Brincadeira e trabalho

A reflexão da vez é sobre brincadeira. Sobre a qualidade do brincar que proporcionamos às nossas crianças, mas mais ainda sobre como lidamos com a brincadeira enquanto adultos.

Brincar é humano e enquanto formos humanos precisaremos brincar!

Na infância a brincadeira molda, desenvolve, dá asas e dá chão. No adulto a brincadeira vitaliza, limpa (adoro a expressão "de alma lavada" - brincadeira lava a alma!). A brincadeira surge da criatividade ao mesmo tempo que a alimenta. Isso é vitalidade, um crescente contínuo onde não há um final, tudo é transformação.

Brincadeira é criatividade e criatividade só aflora em liberdade.

Pra criança liberdade é simplesmente a não interferência do adulto. Longe de ser negligência ou abandono. É não interferir cuidando, protegendo (super proteção não existe... se perde a medida vira sufocamento, é preciso estar atento e forte...). Deixar rolar. Dar tempo. Ah, o tempo! Claro que em algum momento o adulto poderá/deverá intervir, justamente pra manter o cuidado e a proteção, mas tenha em mente que a limitação do tempo é sua, não da criança. Tempo: quanto mais, melhor. Pro adulto liberdade é fazer porque gosta e não porque "tem que entregar amanhã". Liberdade é fazer como gosta e não do jeito que leu no manual, que o chefe mandou, que apareceu na TV, que está na moda. Mas, antes disso, liberdade é escolher os combinados que vai assinar embaixo. O combinado não sai caro...

Criança brinca, adulto trabalha. E se fosse o contrário?

E se levássemos a brincadeira da criança tão a sério quanto levamos nossos compromissos profissionais?

E se levássemos nossos trabalhos com a leveza de uma brincadeira, com a criatividade de uma brincadeira, com o prazer de uma brincadeira?

Só que provavelmente fomos uma criança desrespeitada em seu brincar. Em maior ou menor grau certamente fomos (não culpe seus pais, por favor! Isso não vai ajudar em nada...). E agora, enquanto adultos, quando adquirimos independência sobre nossos atos, quando podemos exercitar o brincar da forma mais livre que existe, quando nós que fazemos todas as regras, quando finalmente podemos mandar e desmandar nos nossos horários e ritmos e idas-e-vindas, quando podemos brincar com fogo e com faca, aí nos deparamos com outras regras, com outras hierarquias, com novos horários e aquela criança que fomos, aquela criança desrespeitada em seu brincar, surge com acessos de birra e choradeira. Ou quem você acha que está se manifestando toda vez que você sofre ao olhar pro relógio na hora que ele desperta? Ou quem você acha que resmunga na hora que chega um e-mail do "chefe" cobrando o trabalho?

Enquanto essa criança estiver se sentindo lesada em seu direito de brincar o adulto não conseguirá brincar em paz.

E não tem blá-blá-blá que resolva. Haja terapia. Haja olhar pra dentro, haja olhar pra trás. Haja consciência. Haja perdão.

A magia é que as crianças são muito generosas, as crianças sabem retribuir. Basta um olhar atencioso e amoroso que a manha começa a se dissolver. Isso funciona com crianças em tamanho de criança e com crianças em corpos de adultos.

Mas por outro lado não é só culpa da criança carente o desconforto com o despertador. Existe sim uma questão biológica, uma questão de humanidade. Por que tivemos que nos organizar de uma forma completamente desumana?

Por que aceitamos pagar esse preço? Em troca de uma segurança ilusória, de um conforto ilusório, de uma previsibilidade ilusória... não vou me atrever a responder essa questão. Não sei como isso começou, mas sei que não está dando certo.

Criança vai pra escola, adulto trabalha.

Não importa onde vive. Não importa em que fase da vida está, o adulto trabalha 8 ou 10 horas por dia, no mínimo. E pior: trabalho é trabalho, família é família e diversão é diversão. Isso não é biológico!

Mas o segredo "que eles não sabem" é que se conseguirmos voltar - na verdade não há volta, a questão não é linear - mas se conseguirmos retomar um ritmo humano, certamente seremos mais produtivos. Não produtivos no sentido de apertar mais parafusos para fabricar mais carros para dar mais dinheiro a uma ou duas pessoas enquanto continuamos a andar de ônibus lotado. Seremos mais criativos, seremos mais felizes, pelo simples fato de que "gente nasceu pra brilhar", a natureza é próspera, Vida quer Vida.

Viver de forma anti-humana não é viver, é sobreviver. Até quando?



Criança - Adulto
Brincadeira - Trabalho
(brincadeira sem qualidade, brincadeira enlatada - trabalho sem prazer, trabalho por obrigação)
Escola - Trabalho
(preparação para o trabalho - constatação de que aquela preparação só atrapalhou)

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V.I.D.A
S.E.R H.U.M.A.N.O

(sem dicotomia, sem regra fixa, respeito aos ritmos biológicos, valorização das relações)



sexta-feira, 3 de abril de 2015

Nossa primeira festa de aniversário!

Quando Joaquim fez um ano fizemos uma festa modesta. Um jantar no próprio dia, durante a semana, com poucas pessoas. Foi muito especial, foi bonito, foi suave. Acho que combinou com a comemoração de um ano.

Agora, com dois anos, deu vontade de fazer uma festa, de ver bastante criança, enfeitar a casa.

Escolhemos a casa da vovó Cris e do vovô Ed, que tem um quintal muito especial. Não deu pra escapar das águas de março e a castigada grama virou um woodstock infantil... um sucesso!

Teve até piscina de bolinhas! Teve até fotógrafo profissional!

(o Fábio, ou Fabinho, como sempre o chamei, é amigo de longa data. Nos conhecemos quando ele começou a namorar minha amiga Gisele, lá pelos idos do extinto "primeiro colegial". O namoro firmou, eles casaram e veio o Matheus, que nasceu no mesmo dia do Joaquim, ou melhor, o Joaquim nasceu no mesmo dia dele, mas três anos depois!)

Teve comidinhas simples: torta de liquidificador, milho cozido, salgadinhos encomendados pra facilitar a vida. Tudo vegetariano!


E teve também descartáveis chiquérrimos que trouxemos da Holanda, garimpados pela tia Ana, que dá um jeito de se fazer presente, até quando está do outro lado do oceano! (sobre descartáveis podemos conversar outra hora, rs...)

Os convidados levaram frutas e sucos, sem açúcar. Aliás, esse não foi convidado.

O docinho era de tapioca com leite de coco e geleia de morango sem açúcar (aquela da Queensberry, sabe?). Foi invenção minha, que depois o Paulo Cesar batizou: Nuvem de Tapioca com Lambidas de Geleia! Um toque gourmetizador, rs...


O bolo, ou melhor os bolos, eram de banana, com uva passa, aveia, linhaça, castanha do pará e avelã. Sim, vegano e sem açúcar. O convidado do mal continuou de fora (não tenho nada contra leite e ovo, mas gosto de maneirar. Do mal mesmo só o pó branco... mesmo quando vem disfarçado de marrom...).

Chegamos de viagem na segunda-feira pra fazer a festa acontecer no sábado, ou seja, corrido! Não tive tempo de ir atrás de grandes produções, mas pra deixar os bolos mais "apresentáveis" polvilhei cacau em pó e joguei umas bolinhas de flocos de arroz, ideia que tive no dia da festa, na hora de sair de casa com toda a tralha! Foi só pra enfeitar mesmo, afinal, festa precisa de enfeite! E enfeite não precisa ser de açúcar nem ter corante... e também não precisa dar muito trabalho.

Dois anos, dois bolos! Não foi de caso pensado, é que eu só tinha essas duas formas mesmo, rs... as velas também apareceram literalmente na última hora, reaproveitadas do aniversário do vovô Ed. Eu não queria o número 2, encanei que queria as duas unidades.

Pra criançada se divertir, fora a piscina de bolinhas, tinha uma parede forrada com papel e caixinhas de giz de cera.




Tinha muita bola, carrinhos, caminhões.


As meninas levaram suas bonecas, como que se preparando pra vida de mãe que sai com o filho pendurado... mas teve muito pai disposto a ajudar!






Na decoração bolonas de papel de seda que a vovó Cris fez. Eu tinha planejado mais coisa, mas a chuva e o cronograma apertado não deixaram... fica pra próxima.




Agradeço demais a todos que foram! Agradeço à minha mãe e ao Edmilson por terem cedido a casa e o fim de semana, trabalhando com alegria antes, durante e depois da festa!

Peço desculpa aos amigos que não pudemos convidar, pois o espaço era limitado e tivemos que priorizar as famílias com crianças, afinal, foi uma festa de criança e pra criança, mas nisso um monte de amigo super querido acabou ficando de fora... a próxima festa será pra vocês!


De qualquer forma, aquele convite que fiz no começo do ano, para que os amigos nos visitem mais, continua de pé! Festa é muito bom, mas em festa a gente não fica junto de fato. Deu mais saudade de cada pessoa que foi, deu mais vontade de estar junto, de conversar, sem pressa. Como faz?

Precisa de atenção, precisa de energia, precisa romper a inércia, precisa até ser um pouco cara de pau. Parece que a gente anda com muito receio de incomodar o outro, quando na verdade seria um grande agrado. Pra fazer uma visita inventamos que tem que mandar uma mensagem, um email, fazer um telefonema, combinar com três meses de antecedência. Chega disso! Colaê!

Outra coisa que pensei, agora filosofando a festa: acho que festa dá tanto trabalho e é tão cansativa porque temos cada vez menos amigos "de casa". Aquele amigo que abre a geladeira e se vira, que sabe onde tem mais copo, que sabe onde fica o pano de chão. Juntando isso ao fato de que geralmente estamos já tão cansados da rotina normal da semana que quando tem uma festa queremos simplesmente usufruir, não queremos "compromisso" e achamos o máximo ter uma comidinha boa pronta e não ter que lavar a louça.

Pra primeira constatação, façamos mais amigos "de casa"; sejamos mais amigos "de casa". Vamos fazer com que as pessoas se sintam à vontade nas nossas casas! E pra exercitar isso basta ter mais amigos em casa ;)

Já pra segunda, talvez não seja tão fácil, mas precisamos de semanas menos cansativas. Precisamos nos doar menos pro trabalho e mais pras relações com as pessoas queridas. Que tal ao invés de trabalhar pra pagar o buffet, trabalhar menos durante a semana e ter disposição pra fazer uma festa? E ter disposição pra ajudar a amiga a fazer a festa?

Eu sonho com festas colaborativas, festas comunitárias, festas orgânicas, festas autogeridas!

Em tempo: isso aqui não é indireta nem direta pra ninguém! São reflexões pessoais que gosto de compartilhar. Sinto em mim a necessidade de sair um pouco do controle, de abrir mão de algumas expectativas, abrindo assim espaço para que a participação ocorra.

Nessa festa considero que dei um ou dois passos importantes e facilitou demais não ser na minha casa, rs... ah, apego! Mas quero abrir mais as portas da minha casa. Quero por em prática essas constatações, quero ter mais amigos "de casa". Vem?